Descubra o motivo de as pessoas terem limites para criatividade e como isso pode ser resolvido
Criatividade não é dom e todo bloqueio criativo tem explicação. Todos nascem criativos: a criança desenha sem freios até entrar na escola, fase em que deixa de lado as atividades livremente expressivas. “É comum que, quando você fale para alguém ‘você sabe desenhar?’, e a pessoa responda ‘só sei desenhar casinha’, porque é quando ela foi bloqueada”, explica Rogério Moraes Martins, Professor do curso de Artes Plásticas da Panamericana, integrante do Grupo ESPM.
O valor dado a disciplinas como português e matemática, que são fundamentais, deveria ser o mesmo conferido a atividades como desenhar, falar em público, tocar um instrumento e dançar, as quais são tratadas como menos importantes em escolas tradicionais. Abaixo, entenda os efeitos dessa falta e como acabar com seu bloqueio criativo.
O bloqueio criativo pode ser transformado
Conforme vão crescendo, as pessoas têm poucas oportunidades de criar e, quando surge a necessidade, se acham incapazes, porque nunca treinaram e não tiveram essa oportunidade ao longo da vida. O bloqueio criativo socialmente imposto acaba sendo interiorizado como uma incapacidade de criar, mas pode ser transformado. Ser criativo é treino e exercício da criatividade, inclusive frequentando cursos que abordam o assunto.
Todas as pessoas são criativas
Um dos treinos da criatividade é justamente se permitir fazer. Para isso, é preciso errar, mas as pessoas não querem fazê-lo porque têm medo do ridículo, medo do chefe, do vizinho. “A primeira questão de ser criativo é entender que você precisa ter liberdade de criação e de pensamento”, ensina Martins.
Portanto, primeiro é preciso acreditar que se é criativo e que isso não tem nada a ver com dom. “Todo mundo pode ser tudo. Por que não sou médico? Porque não quis e não porque não tenho habilidade.” É fundamental parar de se cobrar e entender que é possível encontrar caminhos diferentes.
Criatividade brasileira
Na final de basquete dos jogos Pan-Americanos de 1987, o Brasil derrotou os Estados Unidos em uma disputa histórica pela medalha de ouro. Naquele ano, as regras do jogo incorporaram a cesta de três pontos. Os brasileiros Oscar e Marcel perceberam que era melhor fazer três pontos do que dois, e treinaram exaustivamente as cestas de três. O Brasil foi campeão e o mundo acordou para a nova regra. Hoje parece óbvio, mas só foi óbvio depois que alguém fez. “Quem pensou primeiro estava atento à regra, estava pensando em como resolver o problema”, afirma o professor.
Como desenvolver a criatividade
Martins dá algumas dicas para o treino da criatividade:
- • mantenha um caderno sempre à mão para anotar ideias, frases, pensamentos e tudo o que vier à mente e que um dia poderá ser aproveitado;
- • amplie o repertório, especialmente quando se trata de consumir conteúdos novos e que não fazem parte do seu cotidiano e das suas predileções;
- • aprenda a não ter medo de fazer algo desconhecido ou errar.
Criatividade na Panamericana
O curso de Artes Plásticas da Panamericana conta com uma mescla de alunos de diversas idades, do jovem de 18 anos que deseja ser artista até profissionais que atuam no mercado corporativo e querem aprender a ser criativos.
Com três anos de duração, o curso tem atividades específicas de desbloqueio, nas quais os alunos fazem exercícios e colocam a criatividade em prática, até que se torne natural. Aí as ideias começam a surgir a ponto de a criatividade estar sempre viva.
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