O mercado da moda é um dos que mais empregam no mundo e oferece diversas oportunidades para além dos desfiles
Trabalhar com moda não se resume só a desfiles, holofotes e eventos glamorosos. Por trás das passarelas, há um dos setores que mais emprega e movimenta dinheiro no mundo. Da criação de estampas e desenvolvimento de tecidos a marketing de luxo, figurino para cinema, TV e teatro, organização de eventos como o Fashion Week, ou mesmo a produção de linhas para públicos específicos, como roupas para pessoas com deficiência, o mercado é vasto e está em constante expansão.
“A moda é uma complexidade, um paradoxo muito difícil de capturar, de compreender propriamente como fenômeno social e como sistema econômico”, afirma Fábia Bercsek, Professora do curso de Design de Moda da Panamericana, que agora faz parte do Grupo ESPM, artista multidisciplinar e fashion designer. “A gente precisa da roupa para viver, é um princípio básico do ser humano.”
Para quem deseja estudar moda e ingressar na área, seja por vocação profissional ou por interesse pessoal, a especialista listou 8 dicas. Confira:
1. Entenda suas motivações antes de escolher um curso
Antes de se matricular em qualquer instituição, vale refletir sobre o que exatamente te atrai no universo da moda. O interesse é profissional? Você quer trabalhar na indústria, empreender no meio ou ser estilista? Ou busca apenas desenvolvimento pessoal e autoconhecimento? Essa clareza inicial ajuda a direcionar a escolha do tipo de formação mais adequada.
2. Cursos livres ajudam a explorar o campo
Cursos livres são uma porta de entrada para quem quer ter contato prático com o universo da moda antes de investir em uma formação de longo prazo. Eles oferecem convívio com professores e alunos, permitem experimentar diferentes áreas e ajudam a identificar afinidades. Desta forma, o aluno pode perceber que é mais inclinado à criação de estampas ou desenvolvimento de novos tecidos ou acessórios, por exemplo.
3. Não é necessário saber costurar
Ao contrário do que muitos imaginam, não é obrigatório dominar a máquina de costura para trabalhar com moda. A própria professora, que é estilista, admite: “Eu não costuro, não tenho essa capacidade. Sei desenvolver, conduzir uma costureira, mas sentar numa máquina e fazer uma peça maravilhosa não é a minha arte”. O importante é compreender todas as etapas do processo criativo e produtivo, mesmo que você se destaque em apenas uma delas.
4. Analise a grade curricular
As opções de formação hoje são múltiplas: há faculdades focadas em criação e desenvolvimento de repertório autoral, instituições mais técnicas e escolas voltadas para negócios e marketing. Portanto, pesquise o descritivo do curso e a grade de aulas para entender se a instituição de ensino está alinhada ao que você busca.
5. Vá sem expectativas
O glamour associado à moda corresponde a uma pequena fração da realidade. O trabalho é intenso, exige muita dedicação e envolve desafios ambientais, sociais e econômicos. “É muito desafiador trabalhar em moda. Você vai perceber isso logo no começo”, afirma Bercsek.
As possibilidades de atuação, no entanto, são igualmente vastas. Dá para trabalhar como estilista solo ou em confecção, criar estampas, desenvolver produtos têxteis, trabalhar com marketing, figurino, eventos, ou mesmo empreender – desde que se tenha clareza sobre os próprios recursos e limites.
6. A moda também pode ser para quem não quer virar estilista
Jornalistas, profissionais de marketing, empreendedores e curiosos em geral podem se beneficiar de um curso de moda. “Você pode ser um jornalista, apenas interessado, pode estar dentro do marketing, querer empreender”, diz a professora.
A formação oferece uma visão holística que vai além do produto: ensina a entender a sociedade, o comportamento humano e a construir autonomia. “Estudar moda vai te permitir uma ampla visão, uma capacitação para a vida.”
7. Crie um portfólio
Quando estiver estudando, crie um portfólio desde o início das aulas para documentar processos e resultados. “Escrever textos, fazer croquis, montar looks, customizar peças, fotografar produções, realizar postagens nas redes e comunicar sua visão e trabalhos são recursos muito importantes para a captação de outros recursos”, ressalta a especialista.
Ela destaca também o desenvolvimento do olhar crítico: é importante construir um repertório – por meio de estudos, leituras, exposições, filmes, conversas e observação das ruas – que produza questionamentos.
8. Invista em networking
Não espere concluir o curso para começar a fazer networking, já que as conexões pessoais e profissionais são extremamente necessárias. Marque presença em eventos, workshops e feiras, aproveite oportunidades de estágio e esteja aberto a colaborações com outros profissionais.
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